terça-feira, 21 de abril de 2015

A CAMPANHA DOS 10.000!

Unindo força e superação, vascaínos fazem a mais bem sucedida campanha de associação de todos os tempos para a construção do então maior estádio da América do Sul




   O recente sucesso da campanha de crowdfunding para restauração do ginásio do C. R. Vasco da Gama, representou o resgate de uma tradição cruz maltina de financiamento coletivo, que dentro de cada particularidade já era praticada desde a fundação do clube.

   A cada dificuldade, a cada necessidade, a cada objetivo traçado, estava presente o sócio e o torcedor vascaíno, independente de classe, chamado a participar da vida social do maior clube de expressão nacional no qual o preconceito e a intolerância não prosperam.

   Adquirido o terreno da Chacrinha do Imperador em março de 1925 e hasteado o pavilhão vascaíno ao final do pagamento das parcelas da compra e venda em 20 de dezembro do mesmo ano, passou o clube a focar no seu maior desafio até então inimaginado: financiar a construção do Stadium Vasco da Gama, o maior estádio da América do Sul!

   A arrecadação do capital inicial foi um retumbante sucesso, sob a liderança do presidente Raul da Silva Campos e do formidável Comendador Almeida Pinho (dono da Fundição Progresso), "A CAMPANHA DOS 10.000" fez com que vascaínos de expressão atingissem e superassem a meta inicial dos 10 mil consócios, cuja contribuição permitiu dar início à construção do estádio.

   Além disso, temos o registro histórico lançado no Livro de Ouro de associados, que contribuíram espontaneamente para a compra do terreno da Chacrinha, livro este depositado no Salão de Troféus do clube.

   Após o primeiro passo, o clube ainda foi mais longe, estendendo a campanha a todos os sócios e torcedores através do lançamento de debêntures ao mercado, autorizado pelo Ministério da Fazenda, no maior projeto financeiro já proporcionado por uma entidade esportiva, onde ao final, o C. R. Vasco da Gama pagou de volta ao seu investidor (sócios e torcedores) juros de mora de 9% ao ano, o que foi liquidado ao final dos anos 40 do século XX.

Anúncio publicado em 30 de abril de 1927

   Hoje, 21 de abril de 2015, aniversário de 88 anos da inauguração do Stadium Vasco da Gama, localizado no Complexo Poliesportivo de São Januário, vamos resgatar para a memória vascaína, — através do registro jornalístico e de anúncios em revistas de época, — a história de sucesso do maior clube representativo no Brasil!:

  "A Campanha dos 10.000

   O "manifesto", se assim podemos chamar, dirigido pelo Club de Regatas Vasco da Gama ao seu quadro social, ou melhor: a todos os vascainos residentes no paiz, interpreta, perfeitamente, a feliz iniciativa que vem de tomar os dirigentes do gremio da Cruz de Malta.

   Despensamo-nos, assim, de dizer, por superfluo que é, da signinifcação e da opportunidade das idéas de que vae resultar a realização da tarefa positivamente formidavel que pesa sobre os hombros dos que, no momento, dirigem o poderoso nucleo de Raul da Silva Campos.

   A "campanha dos 10.000" como se lhe convencionou chamar, vale a bem dizer, portanto, a installação do futuro stadium vascaino que será dentro em breve, construido como se sabe na grande area do terreno já adquirido pela directoria, no bairro de S. Christovão.

   Para isso, entretanto, mister se faz que os verdadeiros enthusiastas do club cruzmaltino, se congreguem, se irmanem, se colliguem, cooperando pela finalidade de todas as preocupações que no momento reflectem o indice da grande aspiração dos vascainos: a construcção de sua nova séde, de seu futuro portentoso stadium.

   A "campanha dos 10.000" caminha victoriosa. Da reunião de directoria realizada a 6 de janeiro passado á de 25 de fevereiro ultimo, 688 propostas de novos socios foram aceitas. Daquella ultima data, até hontem, mais de 395 socios foram propostos. Não é preciso dizer mais para positivar o exito formidavel da feliz iniciativa. A "campanha dos 10.000" caminha, assim, victoriosa, como victoriosa é a aspiração dos symphaticos enthusiastas do nucleo de Nelson e Negrito. Já se não pode duvidar que o stadium da brilhante agremiação seja, dentro de pouco tempo, uma realidade.

   E a prova nós a temos na expressão exacta dos algarismos que ha pouco citamos.

   A circular que a directoria do Vasco da Gama fez expedir aos socios do club está assim redigida:

   "Campanha dos 10.000 — Consocio.
   Todos os vascainos têm conhecimento de ter o Conselho Deliberativo autorisado a directoria a suspender a joia para a entrada de novos socios durante os proximos meses, por isso, ao lembrar-lhes esse facto, venho appellar para todos os que se interessam pelo progresso do Vasco que envidem todos os esforços no sentido de podermos attingir a cifra dos 10.000, numero este que não será difficil conseguir, bastando que cada associado proponha no minimo dois novos socios.
   A situação do Vasco, que ora se encontra no momento em que tem de pôr á prova o seu proprio valor e, portanto, o dos seus componentes, exige que alguma coisa se faça que demonstre de uma forma indiscutivel o que, tambem, materialmente, elle vale e representa.
   As obras que tomou o encargo de executar, que mais são impostas pela necessidade que tem de acudir ao preparo dos seus numerosos athletas que pela necessidade de fazer obras sumptuosas, obrigam a contrahir responsabilidades taes que só o esforço conjugado de todos os socios, póde superar e vencer.
   É, pois, sob a sciencia das considerações acima, que nos dirigimos ao digno consocio exortando-o a que collabore com a directoria do Vasco no trabalho afanoso de tornar este centro de desportos o mais completo, adequado e util, erigindo-o, assim, em pioneiro destemeroso da grande causa desportiva.
   Pelas gravuras que constam da presente pode o digno consocio avaliar das obras que se projectam cujo inicio já foi solemnisado com o hasteamento do nosso pavilhão no terreno adquirido e consequente nivelamento e preparo deste para receber os alicerces respectivos.
   Junto seguem duas propostas para que se signe completal-as com a indicação de egual numero de futuros vascainos.
   Agradecido, em nome da directoria sou__________
           De V. S. etc." (mandado publicar no jornal O Imparcial, de 4 de março de 1926)*




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*grafia original da época

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O PAVILHÃO VASCAÍNO EM SÃO JANUÁRIO

A primeira cerimônia de hasteamento antes da construção do Stadium Vasco da Gama




   A solenidade se deu a 20 de dezembro de 1925, foi concorridíssima e representou a tomada de posse do solo vascaíno, marcando mais uma etapa gloriosa para o Club de Regatas Vasco da Gama.

   No mês de março daquele ano, o terreno de 60.000 metros quadrados da Chacrinha do Imperador foi adquirido da Sociedade Anonyma Lameiro, tendo representado o club o seu presidente, Comendador Almeida Pinho, dono da Fundição Progresso, e por seu tesoureiro, Manoel Joaquim Pereira Ramos, avô do atual vice-presidente do Departamento de Esportes Aquáticos, Walter Ramos.

   A entrada para o terreno da chacrinha se dava no portão que havia ao final da rua Bonfim, na esquina à esquerda da rua São Januário, vez que naquele tempo inexistia a rua Francisco Palheta, cuja área foi posteriormente cedida pelo Vasco para a sua abertura.



   Como registro definitivo dessa conquista na memória vascaína, vamos transcrever a reportagem do jornal O Imparcial que assim descreveu o histórico evento, demonstrando assim a capacidade de superação e pujança do "Nosso Vasco":


"O FUTURO STADIUM DO VASCO DA GAMA

A solemnidade do hasteamento do pavilhão social

   Conforme estava marcado, ante-hontem pela manhã, realizou-se com grande brilhantismo, a solemnidade do primeiro hasteamento do pavilhão vascaino, nos terrenos em S. Januario, onde o Club de Regatas Vasco da Gama vae construir o seu stadium.

   O local em que se construirá a grande praça de sports do gremio da Cruz da Malta, na juncção das ruas S. Januario, Abilio, Bomfim e Alegria. Delle descortina-se uma bôa parte da bahia de Guanabara, tal a sua elevação; é muito ventilado e agradavel. Comporta uma praça de sports com as dimensões maximas e as maiores acommodações, com campo para football, athletismo, volley-ball, basket-ball, ring de box, curts de tennis, stand de tiro, tudo, emfim, que constitue o mais amplo projecto da cidade.

   Para marcar o inicio das obras foi que a comissão pró-stadium reuniu socios, convidados e jornalistas, dando inicio ao grande acontecimento.

   Tinha-se, no momento, a impressão de que se estava em pleno coração vascaino. Tudo era sincero e unido, naquelle grupo incalculável de enthusiastas, adeptos do club, quando o Sr. Annibal Peixoto, secretario da commissão, iniciando a inauguração, convidou o Dr. Antunes de Figueiredo, presidente da Federação de Remo para elevar o glorioso pavilhão no grande mastro collocado no centro do terreno.

   O hasteamento da bandeira cruz-maltina, foi feita no meio de grande salva de palmas e intensa alegria dos dois mil e tantos vascainos presentes.

   Ouviu-se, depois o antigo vascaino José da Silva Rocha, em oração brilhante.

   Terminado o acto, foi servido um farto lunch. O conhecido architecto Morales de los Rios, annunciou haver terminado as marcações do stadium e bem assim da praça "Vasco da Gama" e ruas Raul Campos e Manoel Ferreira Ramos. O Sr. Annibal Peixoto falou a seguir, e em nome da imprensa, falou o nosso colega de redacção Adaucto de Assis, director do "Mundo Desportivo".

   Ouviu-se a seguir o Dr. Antunes de Figueiredo, falando ainda os Srs. José da Silva Rocha, Othelo de Souza, em nome da directoria e o Sr. Gustavo de Medeiros Pontes, em nome dos athlestas do club; Cansado Conde, autor do projecto, trocando-se brindes e saudações, entre os quaes um ao Dr. Oscar Costa, presidente da Confederação Brasileira de Desportos.

   Assim terminou a solemnidade de ante-ontem, que marcou o inicio de uma nova éra para o glorioso club da colonia lusitana.

   Nós, que acompanhamos com interesse o desenvolvimento sportivo no paiz, fazemos votos pelo bom curso desse emprehendimento que não beneficia somente ao C. R. Vasco da Gama e seus defensores, mas ao Rio, aos sports em geral, ao Brasil inteiro." - O Imparcial, 22 de dezembro de 1925  *(grafia original da época)

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Vascainidades

(1) O Paiz - edição de segunda-feira, 2 e terça-feira, 3 de março de 1925:

O STADIUM VASCO DA GAMA 

Em escriptura lavrada no tabelião do 18.º officio, livro proprio, n. 83, folhas 89 verso, e assignada pelos senhores Antonio de Almeida Pinho, presidente, e Manoel Joaquim Pereira Ramos, thesoureiro, o Club de Regatas Vasco da Gama, e representante da S. A. Lameiro, adquiriu este club a area de 60.000 metros dessa empreza, no bairro de S. Christivão.

O referido terreno dá para as ruas Bomfim, Abilio e Ricardo Machado, com quatro linhas de bondes (S. Januario, S. Luiz Durão, Alegria e Cajú.)

Nesse local o Vasco da Gama vai construir o seu stadium, com capacidade para 80.000 espectadores, constando de campo de football, campo de treino (bate bola), courts de tennis, volley-ball e baslet-ball, campos de saltos em altura e distancia, lançamento de disco e dardo e outros jogos modernos, e pista para corrida a pé.

O projecto dessa obra é do engenheiro Trindade de Mello.

(2) No século XIX o terreno da chacrinha era conhecido como "Chácara do Bastos" (J. Cruvello Cavalcanti - Nova Numeração dos Prédios da Cidade do Rio de Janeiro - 1879)

(3) Segundo José Lopes de Freitas, o José da Praia, quinto idealizador e fundador do C. R. Vasco da Gama, nos primórdios, os sócios irmanados chamavam o clube de "O Nosso Vasco".

segunda-feira, 9 de março de 2015

O QUADRO DE HONRA DOS HERÓIS DO ROWING DE 1913

A Guarnição Campeã pelo Club de Regatas Vasco da Gama





     Guarnição da "yole" a oito remos Pereira Passos, do Club de Regatas Vasco da Gama, vencedora do "Campeonato Rio de Janeiro de 1913", e á qual, além de outros brindes, foram offerecidas medalhas de ouro e prata pelo Sr. Presidente da Republica. Eis os nomes d'esses heroicos rapazes: 


     1) Rodolpho Povoas, patrão;
     2) José Hippolyto, voga;
     3) Seraphin Ribeiro, sota-voga;
     4) Carneiro Dias, contra-voga;
     5) Albany da Fonseca, 1.º centro;
     6) Claudionor Provenzano, 2.º centro;
     7) Carvalho Magalhães, contra-prôa;
     8) Motta e Silva, sota-prôa; e
     9) Joaquim Cardoso, prôa.


A guarnição campeã do C. R. Vasco da Gama, logo após a histórica vitória a 10 de agosto de 1913



* Vascainidades:

 1)  "Todos os clubs de regatas empenharam os mais louvaveis esforços na conquista dos premios dos varios encontros.  Cumpre, entretanto, salientar o Club Vasco da Gama, a quem coube as honras do dia com a comquista do "Campeonato do Rio de Janeiro" e mais dois pareos classicos de subido valor. Fica desta maneira enriquecida de amis tres preciosos louros a já valiosa "corbeille" do sympathico e brioso club." (O Paiz, 11/08/1913)



2) "Seguiu o novo pareo, que era anciosamente esperado, porque ahi o Natação e o Vasco iam queimar os ultimos cartuchos para solidificar a vitoria do 3º, ou seja, o barco mais importante do programma.  

   8º pareo - 2.000 metros - "Campeonato do Rio de Janeiro" - "Yoles" a 8 remos - Aberto a todas as classes de remadores - Premios: Challange "EnAvant", de Bofil, ao Club vencedor; medalhas de ouro para a guarnição. 
   Apresentaram-se apenas tres competidores: "Rio Branco", "5 de Julho" e "Pereira Passos".  Foi uma luta forte e bem egual, de guarnições bem treinadas. Até 1.000 mestros da victoria tornou-se incerta. Vasco correu certo, Natação corria com afobação, Guanabara fazia corrida de alcance.  Pouco depois Vasco se avantajou, e nunca mais perdeu a ponta, para vencer á vontade, em 7.28 seguido pelos competidores que quasi chegaram juntos.
   Apezar de "5 de Julho", do Guanabara entrar na balisa n. 2, lhe foi marcado o segundo lugar, em 7.39 segundos. esta victoria proporcionou aos vencedores muitos applausos, porque colloca o Club Vasco da Gama entre os maiores vencedores do Campeonato." (Correio da Manhã, 11/08/1913)

*(Reprodução do Quadro de Honra do C.R. Vasco da Gama e texto com grafia original: O Malho - Foto da guarnição da Pereira Passos: Careta - Edição e retoque digital: Memória Vascaína)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A "PRAGA" DE QUEM NÃO JOGOU E O SAPO QUE NUNCA EXISTIU

O DOZE A ZERO DO VASCO SOBRE O ANDARAÍ DE ARUBINHA



   Passou ontem mais uma data natalícia da estrepitosa vitória vascaína sobre o humilde Andaraí, o clube de futebol da Fábrica de Tecidos Confiança(1), que não resistiu ao tempo e extinguiu-se em meados dos anos 50 do século XX.

   Todos conhecem a história advinda daquela partida, a praga rogada pelo folclórico Arubinha, conhecido como "pai de santo" e jogador típico das ligas suburbanas e dos pequenos clubes da divisão principal, como o Bonsucesso e o próprio Andaraí, que naquele ano de 1937 e início de 1938 tomou as maiores goleadas já sofridas em campeonatos oficiais.

   A "praga folclórica" foi romanceada pelo gênio de Mario Filho em uma de suas crônicas, onde estampou nas suas belas linhas a famosa dita do que teria sido rogado: "Se há um Deus no céu, o Vasco tem de passar doze anos sem ser campeão". (clique aqui para ler a crônica de Mario Filho no semprevasco.com)

   Tudo em virtude do score aplicado pelo brilhante scratch dos Camisa Negras naquela partida, ocorrida na noite de quarta-feira, 29 de dezembro de 1937(2).

   Vamos revisitar alguns acontecimentos daquela partida, e apresentar a origem da tal "praga" para que não permaneça distorcida na memória vascaína a verdade sobre os fatos redesenhados pelo mito a partir daquele episódio.


A IMPRENSA JÁ ESPERAVA A VITÓRIA MAIÚSCULA DO VASCO SOBRE O ANDARAÍ

   A expectativa acerca da vitória do Vasco não era inesperada. O Andaraí já vinha sendo derrotado fragorosamente por seus adversários, e o Vasco seria mais um a acachapar-lhe outra goleada. Tanto assim que uma pequena nota publicada no Jornal dos Sports já atestava o que viria a ser a maior goleada já aplicada pelo Vasco naquela certame:

"ANDARAHY E VASCO, NO STADIUM GUANABARA

O prelio mais fraco da rodada reunirá as equipes do Vasco no Stadium Guanabara.  Os vascainos surgem como franco favoritos e não devem ser mesmo ameaçados pelos andarahyenses, que continuam a cumprir performances fracas nesta temporada.  Todavia, espera-se uma luta interessante, porquanto os alvi-verdes, pisam o gramado dispostos a resistir bravamente, vendendo caro a derrota. Mas, nem assim a contagem será desfavorável ao gremio da Cruz de Malta..." (Jornal dos Sports - 29 de dezembro de 1937)(3)


O ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO QUE QUASE IMPEDIU A REALIZAÇÃO DA PARTIDA

A Noite

   O Vasco estava em festa, pois naquele dia o Conselho Deliberativo acabara de eleger por unanimidade o Professor Pedro Novaes como presidente do clube para o mandato seguinte, sucedendo Jorge Bhering(4), que alçara o Vasco à condição de campeão de futebol profissional de futebol de 1936 pela Federação Metropolitana de Desportos(5).

   Naquele tempo, as equipes de futebol ainda mantinham a prática de se deslocar para seus jogos através de automóveis particulares ou de táxis. E assim foi que a equipe vascaína fez, partiu em diversas comitivas para o estádio do Fluminense, na então Rua Guanabara, onde o Andaraí era o mandante.

A Noite

   Em uma da comitivas partiram Joel, Kuko, Oscarino, Rey, Mamede e o massagista Joaquim Francisco da Costa. O táxi dirigido por Horacio Benigno da Rocha, ia animado pelas conversas acerca da peleja. Ao chegar à altura da rua Francisco Eugênio, vindo pela rua Figueira de Melo, na curva que ali existia, foi colhido inesperadamente pelo caminhão da Limpeza Pública, dirigido pelo motorista Antonio Domingos Garrancho. Com o choque, o caminhão da municipalidade subiu a calçada e colidiu no prédio em frente e o táxi com os players vascaínos ficou prensado causando-lhes diversos ferimentos.

A Noite

   Imediatamente socorridos, os jogadores foram hospitalizados no Hospital do Pronto Socorro (atual Souza Aguiar), somente com pequenas escoriações, exceto por Oscarino que mais tarde foi transferido para o Hospital Evangélico, em razão da fratura que sofreu na 13.ª costela(6). Os motoristas nada sofreram.

A Noite


A ESCALAÇÃO DO VASCO - HOUVE OU NÃO ATRASO?

   O Vasco, que para aquela partida entrou em campo com: Joel, Zé Luiz e Italia - Poroto,  Zarzur e Calocero - Armandinho, Alfredo e Niginho - Feitiço e Luna, teria atrasado sua entrada em campo por motivo de força maior, em virtude de seus dois goleiros (Joel e Rey) estarem no auto acidentado. Com a chegada de Joel, que foi liberado, a partida finalmente se iniciou, sendo Oscarino substituído pelo back Poroto.  No entanto, nenhum jornal noticiou qualquer atraso da partida naquela noite chuvosa de 29 de dezembro. Ao contrário, o jornal "O Radical" assinala que ambas as equipes surgiram no gramado às 21:15h no gramado do estádio da rua Guanabara(7), no horário típico dos jogos noturnos daquele verão do fim de ano de 1937.


A VITÓRIA DO VASCO - NIGINHO, O ARTILHEIRO COM 4 GOLS ASSINALADOS!

   O Vasco, demonstrando a sua força, confirmou as expectativas e aplicou sua segunda maior goleada em campeonato carioca: 1.º gol - Luna; 2.º gol - Luna; 3.º gol - Niginho; 4.º gol - Feitiço; 5.º gol - Niginho; Joel defende um pênalti contra o Andaraí, batido por Leão; 6.º gol - Alfredo; 7.º gol - Alfredo; 8.º gol - Niginho; 9.º gol - Luna; 10.º gol - Niginho, de pênalti; 11.º gol - Niginho; e 12.º gol - Alfredo.

A Noite


A ESCALAÇÃO DO ANDARAÍ. CADÊ ARUBINHA? 

   Nessa partida lendária, em que o Vasco jogou em ritmo de treino forte, como destacaram alguns periódicos da época, o Andaraí atuou com a seguinte equipe: Hermes (depois Gaúcho, após o 4.º gol); Dondon (Gibi) e Esquerdinha; Barata, Bolinha e Cabinho; Nico, Astor, Hugo Bianco e Leão.

   Arubinha simplesmente não jogou aquela peleja!


A ORIGEM DA "PRAGA"! CADÊ O SAPO?

   A origem da "praga" é muito simples, surgiu a 18 de fevereiro de 1938 com a publicação de uma "nota jornalística" de aspecto galhofeiro, em que se conta a visita de Arubinha ao jornal O Radical, finamente trajado no mais elegante terno branco de verão, típico da malandragem carioca.

   Transcrevemos abaixo a  origem da "praga" piadista de Arubinha:

"O Vasco e a praga de Arubinha
FICARÁ DOZE ANNOS SEM SER CAMPEÃO - NOTAS

Lá vem o "seu" Aruba, pupilo do Graveto, "desguiando-se" dos pingos que molham a "Cidade Maravilhosa". Sobe as escadas de nossa redacção.  Depois de descansar um pouco, o ponta esquerda que já defendeu com brilho as cores do Bomsuccesso, Magno, Modesto e Andarahy começou a falar.

E, o player que ao lado de Nóca formou a famosa ala indigésta do Magno, referindo-se a uma noticia publicada por um collega nosso teve a seguinte phrase:

- É fantasia o meu reingresso no Magno. Estou firme nos "Leões de Quintino"

A PRAGA NO VASCO
A seguir, commenta-se a fraca performance do Vasco, nestas ultimas partidas.

Arubinha olha para o lado tres vezes, e pondera:

- É praga. O Vasco, sem dó nem piedade surrou-nos. Não joguei, mas fiz a minha reza. O Vasco ficará 12 annos sem ser campeão.  O Botafogo sabe quanto pesa um "trabalho", pois em 1910 "sapecou" o Mangueira de 24 X 0 e a praga pegou.

Mais algumas palavras e o nosso amigo Arubinha deixou a redacção."(3)


O Radical (18 de fevereiro de 1938)


CONCLUSÃO

   I) Os que torcem contra, excluíram o campeonato de 1936 para a contagem da "praga" que não pegou. O fazem a partir de 1934, para fazer valer uma inverídica diferença de 11 anos até o título invicto de Campeão de Terra e Mar de 1945, conquistado pelo Expresso da Vitória!;

   II) Arubinha não jogou pelo Andaraí naquele 12 a 0 imposto pelo Vasco!;

   III) Arubinha nunca enterrou sapo algum em São Januário, afirmou tão somente que fez a sua "reza", assim como todo Pai de Santo fazia;(8) e

   IV) A lenda contada na maravilhosa crônica de Mario Filho, é um belo e extraordinário conto com elementos folclóricos.

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(1) O complexo fabril ainda existe na rua Maxwell e pertence ao supermercado Extra Boulevard.
(2) Essa é a data correta da partida.
(3) Grafia original da época
(4) Jorge Bhering de Mattos foi eminente sportman, como nadador e jogador de water-polo. Empresário, era um dos donos do complexo fabril-familiar da Chocolates Bhering.
(5) Federação Metropolitana de Desportos, liga profissional da qual participavam Vasco e Botafogo nos primeiros anos do profissionalismo, restando América, Flamengo e Fluminense na amadora Liga Carioca de Futebol.
(6) Tudo conforme apurado nos jornais Correio da Manhã, A Noite, Jornal dos Sports, Gazeta de Notícias e O Radical de 30/12/1937.
(7) O estádio da rua Guanabara, atual rua Pinheiro Machado.
(8) Pai Santana, nosso eterno massagista e Pai de Santo, fazia por nós. Quem não se lembra dos ovos enterrados por Pai Santana no jogo contra o Cruzeiro no Mineirão (1974), como relembrado no blog A Costeleta (clique aqui para ler)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

1927 - O NATAL DAS CRIANÇAS POBRES NO C. R. VASCO DA GAMA


No ano da inauguração de seu estádio, clube realizou festa de natal no gramado





   "Resultou verdadeiro acontecimento o primeiro Natal das crianças pobres promovido pelo C. R. Vasco da Gama, no estádio de S. Januario.

   O campo apresentava aspecto surpreendente, pois cerca de seis mil crianças ali se concentraram.

   A distribuição, que foi feita na melhor ordem, esteve a cargo das seguintes senhoras e senhoritas: Maria Luiza Bessa, Edith Bessa, Pinto Soares, Alfredo Ozorio, Iza Cortes, Marilda Pinto Alves, Celia Pinto da Silva, Marianna Pinto da Silva, Helena de Souza, Avelina Portella, Ophellia Pinto da Silva, Nery Stelling, Honorina Bessa, Rosa Stelling, Correa de Carvalho, Aurora Alonso, Arlindo Mello, Francisco Reis, Braga Monteiro, Palmyra Ramos, Clementina Rocha, Esmeralda de Oliveira e outras.

   A commissão de festa, tendo a frente o Sr. Jayme Souto Maior, auxiliado pelos Srs. Raul da Silva Campos, Ribeiro de Paiva, Annibal Peixoto, José da Silva Rocha, Alberto Portella, Manoel Fernandes, Nery Stelling e Raul Ferreira, também muito trabalhou para o bom desempenho da distribuição.

   Foi armada, no vão das archibancadas, uma grande arvore de Natal, com milhares de brinquedos.

  Houve tambem lutas de box, entre "garotos", sendo este o resultado:
  1.ª luta (gallos cégos) - Antonio Amorim x Joaquim Costa (ambos de 10 annos) - Combate em 3 rounds, que terminou num empate.
  2.ª luta (gallos cégos) - Panthena X Paulista, em 5 rounds - venceu Paulista por pontos.
  
  Emfim, um successo completo a festa do Vasco ás crianças pobres." (O Imparcial - terça-feira, 27 de dezembro de 1927)*

*Grafia da época - Como se pode verificar da foto do ringue, a citada luta de boxe entre crianças era orientada por palhaços, não passando tudo de uma grande brincadeira de entretenimento.

Fotos - Revista Careta

domingo, 7 de dezembro de 2014

O MAIS ANTIGO BRASÃO DO VASCO!


A Nau Vascaína já era retratada em 1899





   É de conhecimento de todos os vascaínos que o escudo da fundação do Club de Regatas Vasco da Gama é a Cruz da Ordem de Cristo (designada ordinariamente de Cruz de Malta), sendo até hoje ostentada no peito de cada atleta cruzmaltino.

   Segundo a tradição, o primeiro brasão contendo a nau seria reproduzido no início do século XX, a partir dos Quadros de Honra das primeiras conquistas do remo no início do século XX, evoluindo para o dístico que conhecemos hoje*.

A evolução dos escudos vascaínos no seculo XX

   No entanto, há outro mais antigo, utilizado a partir do segundo ano de fundação do clube, em que a nau vascaína já era representada. Este brasão primitivo está registrado documentalmente em um impresso oficial do clube, em exposição no salão de troféus, datado de 1.º de setembro de 1899, menos de dois meses após a primeira cisão do quadro social, provocada pela decisão da maioria dos sócios que preferiu transferir a sede do Vasco na Ilha das Moças, no Santo Cristo, para a Travessa do Maia, n.º 15, no Boqueirão do Passeio, gerando com isto a renúncia da maior parte da diretoria** que entendia ser melhor sediar o clube na praia de Botafogo, longe portanto da maior parte dos sócios atletas que moravam mais próximos do centro da cidade, na região portuária.

O impresso oficial contendo o primitivo brasão vascaíno

   A partir do registro iconográfico, foi possível o resgate da memória vascaína. Num livre exercício de recriação, apresentamos acima, no primeiro destaque, como seria o primeiro brasão do Vasco.

    O primitivo símbolo carrega em sua nau uma curiosa carranca cuja identificação não nos é possível hoje precisar. Parece-nos com a cabeça de uma ave que poderia ser o Falcão Peneireiro de Portugal ou uma Procelária***, cujo nome batizou a yole a 8 remos que conquistou o primeiro campeonato de remo para o Vasco em 1905. Fica a especulação.

O Falcão Penereiro - A carranca da nau do primitivo dístico vascaíno - A Procelária


* A evolução dos símbolos vascaínos como apresentados por Mauro Prais em seu site hospedado na Netvasco: http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/histor1.html
**  O presidente e diversos diretores do Vasco, além de renunciarem a seus cargos, retiraram-se do clube, levando consigo os barcos que a eles pertenciam e o primeiro uniforme do clube, levados para o novo clube que fundaram na enseada de Botafogo em julho de 1899, o Grupo de Regatas Guanabara, posteriormente redesignado clube de regatas, ainda hoje sediado no início da praia de Botafogo. 
*** Gênero de aves marinhas que, aparecendo sobre as ondas, são prenúncio de procela (sinônimo de tempestade, tormenta etc.)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O STAND DE TIRO DO CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA

O tiro foi o segundo esporte  praticado pelo clube




   Segundo esporte praticado pelo Vasco logo após a fundação do clube - O tiro representou os anseios de uma era em que o Brasil chegou a conquistar a sua primeira medalha de ouro nas Olimpíadas de Antuérpia em 1920.

   Aqui vemos a nata dos dirigentes vascaínos no famoso stand de tiros que se localizava atrás da Fábrica de Gelo de José Augusto Prestes, próximo ao atual cruzamento da av. Pres. Wilson com rua México.

    Vemos também os participantes da prova patrocinada pela revista Fon Fon, realizada durante a regata interna de 9 de abril de 1917, com identificação dos vascaínos que ajudaram a solidificar o Vasco nos seus primeiros anos e ainda implantaram o futebol no ano anterior:

   (1) O Stand de Tiro - (2) A medalha de ouro da prova patrocinada pela revista Fon Fon - (3) Fernando Vigaraso, 1.º colocado - (4) José Pereira Portugal, diretor do Tiro e 2;º colocado - (5) David Coelho, 3.º colocado - (6) Joaquim da Silva Beato, 4.º colocado - (7) Manoel Ramos, juiz de tiro - (8) Alcides Pinheiro Borges, um dos concorrentes - (9) O Grupo de atiradores reunidos.

   Clique na imagem para aumentar e verificar que alguns rifles possuíam a Cruz de Malta em sua coronha, colocados que foram pelos pioneiros defensores da memória vascaína.


Fotos: Brun (revista Fon Fon)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O GOL DO TÍTULO DO VASCO NO TORNEIO INÍCIO DE 1929

Festival preliminar foi realizado no Stadium Vasco da Gama




   Por muitos anos as ligas, associações e federações que antecederam a atual FFERJ promoviam festivais que abriam a temporada de futebol, preparatório aos campeonatos. Era o chamado Torneio Initium (Início), realizado em um único dia, em um mesmo campo, e com a participação de vários clubes.

   Os jogos corriam em dois tempos de 10 minutos cada; exceto a final com 30 minutos para cada tempo, em jogos eliminatórios cujo desempate se dava pelo maior número de escanteios quando houvesse igualdade de gols.

   Na foto vemos a final do Torneio Initium promovido no domingo, 31 de março de 1929 em São Januário, no exato momento do gol de Mario Mattos que deu a vitória ao Vasco contra o América por 1 a 0.

   O torneio contou com as equipes do Vasco, Bonsucesso, Andaraí, Botafogo, Flamengo, Fluminense, S. C. Brasil, Bangu, América e São Cristóvão.

   O Vasco jogou a final com Jaguaré, Hespanhol e Italia; Brilhante, Tinoco e Molla; Paschoal, Fausto, Russinho, Mario Mattos e Sant'Anna, substituto de Bahianinho, titular nas partidas anteriores.

   No detalhe podemos registrar para a memória vascaína a já existência da famosa quadra de basquete junto a curva, e que substituiu a primitiva quadra de tênis inaugurada antes mesmo do próprio Stadium Vasco da Gama.

Foto: Careta. Edição, texto, retoque digital: Memória Vascaína

domingo, 23 de novembro de 2014

O ESCOTISMO NO VASCO


Embrião do Departamento Infanto Juvenil foi criado em 1926



Festa de escoteiros em homenagem a São Jorge, comemorando o 6.º aniversário
 da fundação dos escoteiros vascaínos

   Há quem diga que o primitivo grito de "CASACA!" proveio desse grupo juvenil, imediatamente aproveitado e evoluído pela Turma da Praia, antigo grupo político dos remadores da garagem de Santa Luzia.

   Aqui temos os jovens escoteiros vascaínos em homenagem a São Jorge, comemorando o seu 6.º aniversário de fundação no dia 23 de abril de 1932, realizado no mezanino da histórica sede social da rua Santa Luzia.



   Na sala da presidência vemos os troféus do remo, além dos retratos do Comendador Almeida Pinho (presidente), Vasco da Gama (nosso patrono) e Antonio Silva Campos (vice-presidente e irmão de Raul Campos).



    As fotos, como não podiam deixar de ser, registraram o evento para a memória vascaína!

*Foto: Careta - Edição e texto: Memória Vascaína

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

O CAMPEÃO CARIOCA INVICTO DE TERRA E MAR DE 1945


NO PRIMEIRO CAMPEONATO CARIOCA DO EXPRESSO DA VITÓRIA, O VASCO TAMBÉM FOI CAMPEÃO NO REMO!



A equipe base do  do Club de Regatas Vasco da Gama que levantou o primeiro de muitos títulos de campeão de futebol do Distrito Federal pela Federação Metropolitana de Futebol


O Jogo das Faixas se transforma na famosa Batalha dos Tijolos!

   A conquista se deu por antecipação a 11/11/1945, após a vitória do Vasco por 4 a 0 contra o Madureira e o empate do Botafogo contra o São Cristóvão em 0 a 0.




   Restava ainda o "jogo das faixas" a que o presidente Cyro Aranha se referiu quando da conquista antecipada: "O Almirante só poderá jogar no estádio da Gávea se entrar na faixa", contra o Flamengo. E assim o foi, convertendo-se a partida na famosa "Batalha dos Tijolos".




   O jogo fora iniciado a 18/11/1945, domingo. Naquela manhã o Vasco já havia se sagrado Campeão de Remo do Rio de Janeiro. A equipe ia sendo vencida por 2 a 0 quando o EXPRESSO DA VITÓRIA reagiu, empatando a peleja.



   Certos da virada vascaína, os "contrários" tramaram melar a vitória que se vislumbrava, tal era a força do Vasco contra o time da Gávea.


   A oportunidade surgiu com a expulsão de Biguá, do clube da Gávea, por um ato anti-desportivo, desencadeando a confusão que envolveu todos os jogadores em campo e a invasão generalizada de dirigentes e torcedores do time da casa, dando início a uma verdadeira batalha de tijolos. Os torcedores do Vasco, diante da evidente trama, entraram em conflito e ambas as torcidas desmontaram o muro que municiou os petardos lançados de lado a lado.

   A partida foi suspensa faltando 19 minutos para o seu término, só se reiniciando dois dias depois no estádio da rua Álvaro Chaves, mantendo-se o resultado e a invencibilidade vascaína no campeonato.

   Estão postados na foto de 18/11/1945 os seguintes campeões devidamente enfaixados: Mario Americo (massagista), Chico, Ademir (Queixada) de Menezes, Ely do Amparo, Isaías, Beracochea, Augusto, Rafanelli, Dino, Santo Cristo, Jair Rosa Pinto e Rodrigues. Técnico: Ondino Vieira (fora da foto).


*Foto: Jayme de Carvalho - Acervo: AlmanakdoVasco - Imagem digital gentilmente cedida por AlmanakdoVasco - Edição, texto, retoque e arte sobre imagem digital: Memória Vascaína
**foto-jornais: Globo Sportivo, Diário da Manhã e Esporte Ilustrado

domingo, 19 de outubro de 2014

A ARTENA DO C. R. VASCO DA GAMA

Guarnição vascaína conquistou a medalha de prata pela vitória em 1910!






   Em 14 de agosto de 1910, a guarnição junior da canoa a 4 remos "ARTENA" do Club de Regatas Vasco da Gama, conquistou a maior premiação concedida naquela competição, a medalha de prata, sendo vencedora em 1.º lugar do 5.º páreo: os 1 mil metros "Federação dos Clubs de Regatas da Bahia", organizado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo na Regata do Campeonato realizada na Enseada de Botafogo.

   A guarnição era composta por: Ernesto Flores Filho (patrão); Antonio A. Ferreira (voga); João Rodrigues L. de Barros (sota-voga); Manoel de Azevedo (sota-proa); e Avelino Coelho da Silva (proa), vencedora em 1.º lugar do 5.º páreo, os 1 mil metros "Federação dos Clubs de Regatas da Bahia" organizado pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo na Regata do Campeonato realizada na Enseada de Botafogo.


* Foto: Careta / Texto, edição e arte: Memória Vascaína

sábado, 18 de outubro de 2014

O SCRATCH VASCAÍNO EM 1935

A equipe do Vasco que serviu de base para a conquista do quinto campeonato entre 1923 e 1936!





   A equipe Club de Regatas Vasco da Gama de 1935 foi vice-campeã daquele ano e serviu de base para a aquela que levantou o seu segundo título de campeão de futebol profissional do Distrito Federal (1934 e 1936), organizado pela Federação Metropolitana de Desportos!

   Foi o quinto título desde o assombro causado pelos camisas negras em 1923.

   A vitória no campeonato de 1936 foi conquistada no antigo Campo do Andarahy, na rua Barão de São Francisco, após uma melhor de três partidas contra o Madureira Athletico Club, com uma vitória para este no primeiro jogo (0 X 1) e duas vitórias seguidas para o Vasco (2 X 1), a última a 14/03/1937, ambas com espetacular participação de Feitiço que passou a integrar o elenco ao final do campeonato, vindo a assinalar os gols decisivos.

   Na foto temos os seguintes jogadores: Oswaldo, Itália, Rey, Brun, Barata, Calocero; Orlando Rosa Pinto (tio de Jair Rosa Pinto), Tião, Kuko, Luiz Carvalho, Nena e Luna.

   Em destaque na foto, Feitiço. Também destacaram-se no certame: Oscarino, Poroto, Panello dentre outros. Técnico Harry Welfare.

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*Acervo, edição, restauração, retoque e arte sobre imagem digital: Memória Vascaína.
**Nosso agradecimento ao "mestre" Mauro Prais que gentilmente elucidou nossa dúvida quanto a presença de Brun (que em março de 1936 se transferira para o Botafogo) e Barata na equipe.
***Para conhecer o trabalho pioneiro de Mauro Prais sobre a história do Vasco na internet, acesse: http://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/index.html

O CAMPEÃO CARIOCA DE 1929


Na era de ouro do futebol amador, o Vasco já havia se tornado um gigante conquistando seu primeiro título após construir seu Stadium!

 





   A equipe base do Club de Regatas Vasco da Gama, que levantou o título de campeão de futebol do Distrito Federal organizado pela AMEA!

    A vitória foi conquistada no stadium da rua Guanabara (atual rua Pinheiro Machado) em uma melhor de três contra o America Foot-Ball Club, após dois empates (0 X 0 e 1 X 1) e uma espetacular vitória de 5 a 0 no terceiro e último jogo realizado no dia 24/11/1929.

   Na foto temos os seguintes campeões:  Mario Mattos, Carlos Paes (84), Nesi, Jaguaré, Itália, Molla, Bahianinho; Tinoco, Brilhante e Moacyr, popularmente conhecido como Russinho.

   Fora da formação, atrás de Itália: Paschoal.  Integrava também o elenco vascaíno: Fausto, o Maravilha Negra, o maior center-half do país naquele tempo!

   Foto digital gentilmente cedida por Paulo Fernandes - Edição, restauração, retoque e arte sobre imagem digital: Memória Vascaína. Acervo de Fabrício Lobo, sobrinho-neto do zagueiro Itália

sábado, 11 de outubro de 2014

O CAMPEÃO CARIOCA DE 1970

Especial da Revista n.º 1 - Grandes Clubes Brasileiros: VASCO



  Ontem, antes do jogo vencido pelo Vasco contra o Boa, estivemos em São Januário, onde encontramos e conversamos animadamente com nosso amigo Valfrido, o herói que marcou o último gol do Vasco, confirmando o título antecipado de Campeão de 70.

    Em homenagem a Valfrido, publicamos a imagem e as informações daquela equipe, já registradas na memória vascaína.


   A equipe do Club de Regatas Vasco da Gama que levantou o título de campeão de futebol do Estado da Guanabara!
   A vitória conquistada no penúltimo jogo - Vasco 2  - Botafogo 1 - com o heróico Valfrido  marcando o segundo gol  na noite de 17/09/1970, confirmou o campeonato antecipado.
   Na  foto, registrada no jogo do "Bota-Faixa" contra o Fluminense em 20/09/1970, estão postados os seguintes campeões, em pé: Andrada, Alcir Portela, René, Moacir, Eberval, Fidélis e Tim (técnico); agachados: Pai Santana (massagista), Luis Carlos, Ferreira, Bougleux, Silva, Valfrido e Gilson Nunes.

   Foto: Rio Gráfica Editora - Edição, scaner, retoque e arte sobre recorte: Memória Vascaína Acervo: José Luiz Mano - Grande Benemérito do C. R. Vasco da Gama